Castlevania Requiem: O Retorno de duas Lendas!

No dia 26 de outubro, a Konami resolveu presentear os fãs com o famigerado Castlevania Requiem (apenas para PS4) que, na verdade, é uma coletânea que surge para reviver dois dos momentos mais grandiosos dessa franquia lendária: Castlevania: Rondo of Blood (ou Drácula X) e Castlevania: Symphony of the Night. Pois é! Duas grandes “pedradas” de uma única vez.

Diante desse lançamento tão incrível, resolvemos fazer uma espécie de retrospectiva dos grandes momentos que essa dupla de jogos proporcionou para os jogadores. Afinal, estamos falando de clássicos lançados em tempos remotos e que os gamers mais novos não tiveram o privilégio de aproveitar. Então, ajeite a poltrona por aí e prepare-se para um “revival” de emoções.

Castlevania: a série!

Nos dias de hoje, muitas pessoas vêm sendo arrebatadas pela história de Alucard, por conta da série animada que se tornou um sucesso na Netflix. No entanto, a série é uma lenda muito mais antiga do que se imagina. Para se ter uma ideia, a animação citada é baseada no jogo Castlevania III: Dracula’s Curse, que foi lançado em 1989.

Realmente, Castlevania é uma das grandes franquias do mundo dos games, já que, desde 1986, as histórias envolvendo vampiros e caçadores (com grandes poderes) vêm encantando gerações. Contudo, como o nosso foco aqui é falar sobre os dois grandes jogos que compõem a coletânea Requiem, teremos que “pular”, nada menos, do que uma dezena de jogos (entre remakes e títulos da série principal). Incrível, não acha?

De qualquer modo, para resumir, podemos dizer que toda a série Castlevania gira em torno da família Belmont (um lendário clã de caçadores), que luta contra a ameaça do Conde Dracula e suas criaturas demoníacas. De acordo com a história do jogo, a cada 100 anos, Drácula revive para tentar cumprir sua vingança contra a humanidade e apenas um membro da família Belmont pode derrotá-lo.

Todavia, depois de algumas aventuras, esse ciclo acabou sendo quebrado e os servos do vampiro passaram a ressuscitá-lo antes de os séculos serem completados. Além disso, outros personagens surgiram para ajudar os Belmont na luta contra as forças do mal. E foi em um desses momentos que nasceu a lenda de Alucard. Enfim, é uma história emocionante…

Castlevania: Rondo of Blood

Em 1993, Castlevania: Rondo of Blood foi lançado para PC Engine Super CD. De acordo com a ordem cronológica da série no Japão, esse seria o décimo título da franquia. Não à toa, a versão de 1995 do mesmo game, que foi lançada para SNES, foi chamada de Castlevania: Dracula X (“X”, o algarismo romano que significa 10). Assim, apesar de algumas pequenas diferenças entre uma versão e outra, Rondo of Blood e Dracula X são, essencialmente, o mesmo jogo.

Nessa aventura, a história se passa 100 anos após Simon Belmont ter derrotado o maldito Conde Drácula. Com a vitória, Simon havia aprisionado o vampiro de uma forma que seu retorno seria impossível. Obviamente, isso não aconteceu, já que o grande antagonista voltou para aterrorizar o mundo mais uma vez.

Com sede de vingança (e de sangue) Drácula se une ao feiticeiro Shaft e começa a sequestrar jovens mulheres para consumar um plano maligno. Dentre as sequestradas, estavam Maria e sua irmã Annette, a namorada de um homem chamado Jack Henry Dappen (vulgo Richter Belmont). Desse modo, como herdeiro do clã Belmont, Jack toma posse da sua herança, o chicote sagrado, e parte para o castelo do Drácula a fim de resgatar sua amada e a irmã dela (sim, é a mesma Maria que brilha em Symphony of the Night).

Por fim, usando todos as armas e habilidades que possui, Richter consegue salvar o dia e a paz volta ao mundo… Por pouco tempo…

Castlevania: Symphony of the Night

Na linha cronológica da série, Castlevania: Symphony of the Night acontece quatro anos após os eventos de Rondo of Blood. Entretanto, foi em 1997 que a Konami promoveu a estreia da série no Playstation. E claro, foi com esse título que a franquia alcançou o status de lenda!

Nessa história, Richter, o herói do game anterior, desaparece, e Maria vai até o castelo para procurar por ele. Contudo, apesar de Richter ter um papel importante na trama, o protagonista é Alucard, o meio-vampiro, filho do maligno conde Drácula.

Com Richter fora de cena, Shaft ressurge e dá início a um novo plano para ressuscitar o rei das trevas. Dessa forma, sem um herói para salvar o dia, Alucard acorda de seu sono secular para enfrentar todas as hordas de inimigos e dar um fim à vida do próprio pai.

Além da bela trama, Symphony of the Night também marcou época por seu gameplay incrível. Adicionando elementos de RPG ao jogo, a Konami conseguiu deixá-lo extremamente atrativo. Além disso, a busca para completar os mapas dos dois castelos e alcançar os famosos 200,6% se tornou uma febre entre os jogadores. E claro, o game se posicionava como um grande desafio, com inimigos incríveis, câmaras secretas, habilidades especiais, transformações, etc.

Resumindo, Castlevania: Symphony of the Night foi um marco na história da franquia e, sem dúvidas, na história dos games. Curiosamente, o game não foi um sucesso imediato nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, figura entre os melhores de todos os tempos.

Castlevania Requiem

Conforme apresentamos no início deste post, no dia 26 de outubro de 2018, a Konami resolveu lançar Castlevania Requiem, uma coletânea que reúne dois grandes títulos da série. No entanto, o lançamento foi feito de forma exclusiva para o PS4 e, ao contrário de outras grandes empresas (como a Capcom, por exemplo), o produto final não tem nenhum conteúdo adicional.

Isto é, parece que a Konami resolveu apenas se aproveitar dessa onda de relançamentos para emplacar dois games lendários. Aliás, essa prática da Konami já foi criticada anteriormente. Para ilustrar, tomemos como exemplo a Mega Man X Legacy Collection 1 & 2, lançada pela Capcom em julho de 2018. Nessa coleção, o caráter “especial” está espalhado por todos os cantos, com conteúdo adicional, imagens especiais, etc. No caso da Konami, a aposta foi apenas na grandeza dos dois jogos, o que, talvez, pode levar Castlevania Requiem a não ser atrativo para os jogadores mais veteranos.

De qualquer modo, aproveitar as aventuras promovidas pelos lendários Castlevania: Rondo of Blood e Castlevania: Symphony of the Night é quase uma obrigação para os gamers de verdade. Sendo assim, se você tiver um PS4, não perca essa oportunidade. Se não tiver, emuladores de games clássicos serão a solução. Mas, de um jeito ou de outro, o importante é aproveitar os momentos emocionantes que a coletânea Castlevania Requiem fez questão de “reviver”. E aí? Você conseguiu os 200,6%? Compartilhe suas memórias nos comentários. Até a próxima!


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